quinta-feira, 26 de março de 2015

Guia de Autoconhecimento com o seu Tarot


O cálculo da carta da PERSONALIDADE ou seu Arcano Pessoal, da carta da ALMA e da carta do ANO são determinadas utilizando-se de recursos da numerologia. Números carregam símbolos e vibrações específicas. Baseado em sua data de nascimento, você pode calcular quais cartas, dentre aquelas dos Arcanos Maiores do Tarot, representam seus principais temas de vida.
A Carta do Arcano Pessoal é uma carta de autoconhecimento, cuja carta do tarot mostra um pouco da sua essência. O arcano pessoal é como se fosse a vibração no universo, a sua particularidade, mostra quem somos na escala da vida.
Exemplo de cálculo de pessoa nascida em 14/10/1971
O dia que você nasceu 14 +
O mês que você nasceu 10 +
O ano que você nasceu 1971 +
= 1995
1+ 9 + 9 + 5 = 24 é maior que 22 que são o total de arcanos maiores do Tarot então reduz novamente 2 + 4 = 6
No Taro a carta da personalidade é a 6 Os Amantes
Para Calcular sua Carta da Personalidade.
Encontre o resultado da soma de seu dia, mês e ano do nascimento
O arcano 6, no exemplo citado é sua Cata da Personalidade. Atenção: caso você tenha obtido um resultado superior a 22, some os algarismos deste número novamente (por exemplo, para 24 você soma 2 + 4, obtendo 6 como Carta da Personalidade).
A carta da Alma
Mostra as qualidades e potenciais internos que devem ser desenvolvidos pelo ser humano em seu processo de crescimento pessoal. Estes são os poderes inconscientes, através dos quais descobrimos nosso caminho, nosso rumo em direção ao eu verdadeiro, ao mestre interior.
Calculando a Carta da Alma
1 – Se sua Carta da Personalidade tem apenas um dígito, isto significa que sua Carta da Alma é exatamente a mesma da Personalidade. Ou seja, você tem duas cartas iguais, necessitando desenvolver as mesmas qualidades tanto externa quanto internamente (pode ser feito o paralelo, neste caso, com o da pessoa que tem ascendente e signo solar iguais, na Astrologia).
2 – Se sua Carta da Personalidade tem dois algarismos, você deve somá-los para encontrar o Arcano Maior que é sua Carta da Alma (no exemplo anterior, o número 24 leva 2 + 4, o que resulta no arcano 6). Exceção: Quando a soma para cálculo da Carta da Personalidade é 22, você considera o arcano “O LOUCO” como resultado, mesmo que na maioria dos baralhos ele costume ocupar o número zero. Neste caso grande parte dos autores sugerem que a soma dos dois algarismos (2 + 2 = 4, arcano “O IMPERADOR” ) termine representando a Carta da Personalidade, enquanto “O LOUCO” passa a ocupar o papel de Carta da Alma.
Carta do Ano
Mostra as energias, tarefas, desafios ou passos de evolução que predominam num ano em especial de sua vida.
Calculando sua Carta do Ano.
1 – Some o dia, o mês e o ano de seu último aniversário (por exemplo, 14 + 10 + 2022 = 24+ 6 (2+0+2+2 =6). Some os algarismos do resultado encontrado (24+6 = 30 =3+0 = 3). Neste caso, o Arcano Maior número 3 é sua Carta do Ano.
A Carta do Ano rege o período entre seu último aniversário e o próximo é o arcano 3








Guia de Autoconhecimento com a carta: O LOUCO

Exercício com a carta : O Louco
Tenha um caderno para anotações
Pegue a carta em suas mãos, escreva O Louco no centro da página de seu caderno, Conecte-se À cartae deixe sua mente ter uma explosão de idéias e analogias com os simbolismos da carta
O que o Louco significa para você?
O que O Louco lembra à você para deixar ir?
Quais imagens, personagens, filmes, frases a carta O Louco evoca em sua mente?
Quais imagens/símbolos, cores, pessoas, criaturas, estão presentes na carta?
O que cada uma significa pra você? é compatível com o simbolimo associado às cartas?
Algumas Reflexões:
✔ Onde está meu potencial?
✔ Permito que meu potencial se manifeste em meu dia a dia?
✔ Quanto de mim só tem uma breve confiança ingênua do que sou e de meu potencial?
✔ Esta carta me assusta ou evoca boas questões e sentimentos em mim?
✔ Quantas vezes eu me apressei em fazer algo sem pensar? Quantas vezes isso foi bom e interligados a que aspectos? E quando foi ruim?
✔ Qual experiência nova (que inclua um novo começo) eu tive recentemente que me trouxe novas formas de aprender e "recomeçar a vida"?
✔ Se O Louco fosse uma pessoa ela seria... ?
✔ O Louco está ciente dos perigos do desconhecido em seu caminho, será que há algum que irá paralisar sua jornada?
✔ O Louco propositalmente avança rumo aos desconhecido? Se sim, quais as implicações para a sua vida?
✔ O que acontece quando ele encara o desconhecido?
✔ O que o levou a chegar a este ponto de sua jornada?








Oque é um tarólogo?

O que um tarólogo faz afinal?
Como existe certa confusão e uma neblina de misticismo fora de lugar, é sempre bom explicar.
O tarólogo, em essência, lê as cartas de Tarô. E por “ler”, entenda que ele interpreta os simbolismos contidos nestas mesmas cartas, utilizando um jogo pré-determinado (chamado de tiragem ou spread), cujas posições vão revelar coisas distintas, como o que é favorável, desfavorável e o resultado, no caso de uma composição de 3 cartas, por exemplo. Tudo isso para responder a uma questão da pessoa que o procura.
Desse modo, pode-se comparar o tarólogo a um instrumentista. Alguém que tem domínio de uma ferramenta e que a usa para atingir determinado fim. Porém, se tratando de algo muito subjetivo, posto que os símbolos presentes nas cartas formam uma linguagem única, tal como as palavras escritas de determinada maneira compõem a língua de uma nação, compreender como alguém pode extrair tanta informação de um monte de figuras, pode soar estranho e até mesmo fantástico. Por isso, não é de se espantar que muitas pessoas pensem que seja necessário que o tarólogo tenha uma mediunidade aflorada, vendo ou ouvindo espíritos.
(É claro que existem tarólogos médiuns, mas essa não é a regra, pois qualquer pessoa que se predisponha a aprender, irá conseguir utilizar o Tarô e extrair dele os conselhos, diagnósticos e previsões que necessita).
E como funciona a consulta na prática?
Considerando que o Tarô é um baralho composto por 78 cartas – cada uma com seu conjunto simbólico e, portanto, com seus significados -, quando fazemos uma pergunta, escolhemos uma tiragem adequada, embaralhamos as cartas necessárias e as dispomos numa mesa, aquele conjunto irá formar uma espécie de mensagem com começo, meio e fim. Quem desconhece os significados irá apenas ver as figuras e pode até intuir a resposta, entretanto, quanto mais se conhece os símbolos, mais profundas são as respostas possíveis.
Assim, um tarólogo que não estuda, tenderá a ter interpretações mais superficiais que aquele que está sempre se reciclando. Então, tal como em qualquer outra profissão, o tarólogo também tem formação. No Brasil, existem inúmeros livros, seminários, encontros, cursos, nos quais os profissionais se encontram, trocam ideias, fazem pesquisas, assistem palestras. Tudo isso para que as leituras sejam acuradas e estejam de acordo com o que realmente saiu nas cartas e não com achismos ou mesmo opiniões do próprio tarólogo. Tanto é que muitas vezes o profissional pode achar que vai acontecer determinada coisa com o consulente e as cartas mostrarem um destino completamente oposto.
E precisa haver fé para consultar as cartas?
Não. O que sair nelas é o que sairia você acreditando ou não. De todo modo, será mais útil considerarmos os conselhos do que simplesmente nos fecharmos a novas possibilidades. Apesar disso, não se pode afirmar com certeza qual é o mecanismo por trás do jogo de Tarô, que faz com que as cartas certas saiam para retratar aquela pessoa específica que o questiona.
Os junguianos podem dizer que se trata do inconsciente coletivo, que conecta as mentes de todos nós. Outros falarão da questão energética, que faz o consulente (e até mesmo o tarólogo) puxar as cartas certas. Os espiritualistas dirão que são espíritos protetores que “sopram” qual é a carta a ser tirada. Os céticos talvez digam que é a probabilidade ou mero acaso, ou que a pessoa se auto-induz.
O fato é que, na prática, funciona e muitas pessoas são ajudadas e passam a ter mais consciência de suas ações, pensamentos e sentimentos. No fundo, fazer uma consulta de Tarô é fazer uma terapia ou, pelo menos, se reservar um momento para reflexão, mesmo que seja para decidir coisas corriqueiras, como fechar um contrato, viajar esta semana ou na próxima, vender um imóvel, etc.
Enfim, ler cartas não pode mais ser confundido com magia, superstição, engodo, brincadeira, misticismo, adivinhação ou amarrações. Por isso, repita comigo: tarólogo é quem interpreta os símbolos das cartas de Tarô para responder perguntas de seus consulentes. Simples assim.
Vanessa Mazza



A consulta com o Tarot ou Baralho Cigano

O que o consulente quer quando faz uma consulta?
Veja alguns anseios comuns a todos os consulentes e que merecem ser atendidos.
Kim Huggens
Precisão: Não há nada pior do que fazer uma consulta e sair dela sem muita clareza do que foi dito ou quais são suas reais possibilidades;
Honestidade: Por mais que queiramos só ouvir coisas boas, sabemos que, na prática, é melhor lidar com a verdade do que com a ilusão;
Empatia: Ter que contar seus segredos e problemas a um estranho já não é fácil. Imagine então fazê-lo com alguém que não parece se importar com você;
Não ser julgado: Ninguém é perfeito e muitas vezes, quando procuramos o tarô é porque sabemos que erramos em algo. Assim, ser criticado ou julgado pelo tarólogo pode nos fazer mais mal que bem;
Conforto: Mesmo que coisas desagradáveis sejam ditas, todos esperam sempre ouvi-las de forma mais leve, acompanhadas de proposições sobre possíveis soluções. Afinal, ninguém quer sair derrubado de uma consulta;
Aconselhamento: Mais do que apenas ver o futuro, o tarólogo também pode oferecer guias de como resolver problemas, atenuar situações desconfortáveis ou maximizar oportunidades;
Ser ouvido: Nem sempre temos com quem falar sobre nossas dúvidas. Assim, nada melhor do que poder ser ouvido por alguém, não é mesmo?
Privacidade: É preciso confiar que o profissional não sairá por aí contando para todo mundo o que leu para você. Para o tarólogo, o que é dito numa consulta, deve sempre morrer na consulta;
Respeito à diversidade: É essencial manter um clima de neutralidade, sem imposição de religião ou visão política. Assim, qualquer pessoa, de qualquer crença ou cultura pode obter os benefícios da consulta sem se sentir ofendido.



20 dicas de como agir numa consulta de Tarô


Quando estamos vivenciando algum momento difícil em nossas vidas, nem sempre é simples organizar as ideias na nossa cabeça e entender exatamente onde está o problema. Por isso, muitas vezes recorremos ao tarólogo para que nos jogue uma luz. Porém, nem sempre ele pode oferecer todas as respostas se você não lhe der algum tipo de direção. Até porque a função dele é interpretar as cartas e não fazer adivinhações.
Neste sentido, elaborei algumas dicas para que você consiga obter o melhor de uma consulta de tarô, pois um dos segredos é a clareza e a objetividade, posto que as cartas respondem exatamente aquilo que você pergunta. Neste sentido, se a pergunta é confusa ou ambígua, a resposta também o será.
Se você está muito confuso, peça para que seja feita uma leitura geral, assim, o Tarô trará seus principais desafios desse momento;
Se estiver muito nervoso ou ansioso, tente se acalmar, pois manter estes estados de espírito apenas confundem as leituras;
Não faça a consulta num local desapropriado, com barulho ou interrupções, no caso de consultas à distância;
Não fique em silêncio esperando que o tarólogo adivinhe o que lhe passa na cabeça. Conte seu problema e suas dúvidas, pois isso orienta melhor a consulta. Afinal, cada carta tem uma gama de significados e ajuda muito saber exatamente qual é o tema;
Por outro lado, você também não precisa contar todos os detalhes da sua vida, pois isso pode induzir o tarólogo a querer lhe aconselhar de acordo com a experiência de vida dele e às vezes a mensagens que as cartas trazem é diferente da opinião do profissional;
Se você tem vários assuntos, divida-os ao longo da consulta, começando pelo mais complexo e que ocupa mais sua mente;
Não misture perguntas numa só. Por exemplo, não pergunte: “eu irei viajar ou terminarei meu curso?” e sim: “Se eu viajar, conseguirei terminar meu curso depois?” ou “Devo terminar meu curso, antes de viajar?”, entre outras possibilidades;
Procure perguntar exatamente o que você quer saber, de forma bem sucinta. Por exemplo: “Fazer a faculdade de direito agora será favorável?” ou “Se eu fizer este empréstimo, conseguirei pagar minha dívida?”;
Se você precisa tomar uma decisão, pergunte: “o que acontecerá se eu seguir caminho X ou Y?” ao invés de “Qual decisão devo tomar?”. Assim, serão feitas duas leituras, uma para cada caminho, para que você possa decidir melhor ou invés de receber uma resposta definitiva que o Tarô não pode dar;
Mais importante do que saber se um relacionamento dará certo ou não, é saber se ele vale à pena. Afinal, você até pode ficar com alguém, mas isso não é garantia de felicidade;
Não faça a consulta se o seu interesse é ficar vasculhando a vida de outras pessoas. Pois, se você faz isso, fere a privacidade do outro, se esquecendo que o importante é ter clareza sobre a própria vida e não tentar controlar a vida alheia;
Não espere respostas definitivas do Tarô. Por mais que existam tendências futuras fortes, quem vai determinar se as coisas se encaminharão de um jeito ou de outro é você mesmo;
O Tarô pode lhe dar conselhos, mas não pode decidir por você. Além disso, o tarólogo não tem a obrigação de resolver seus problemas. Se o fizer, estará assumindo a responsabilidade sobre os seus atos, o que não é bom nem para você, nem para ele;
Não pergunte se alguém irá morrer, nem detalhes muito específicos como nome ou lugares, pois isto é um tipo de informação que as cartas não dão;
Não faça a consulta com outra pessoa, pois isso pode fazer com que você não se abra totalmente. Além disso, o outro pode influenciar no sentido de não querer que certas respostas sejam reveladas;
Esteja disposto a ouvir respostas desfavoráveis. Nem sempre aquilo que você quer é bom para você ou dará certo;
Aprenda a aceitar a resposta que vier pelas cartas. Às vezes precisamos meditar um pouco sobre elas até que façam total sentido. Por isso, não é bom perguntar a mesma coisa, várias e várias vezes;
Não queira fazer uma consulta muito próxima da outra. É preciso tempo para que as coisas se reorganizem na sua vida. Opte por um intervalo de 15 dias, se o assunto for diferente e de no mínimo 1 mês, caso seja um caso que se desenvolve rapidamente. Se, por outro lado, for diagnosticada uma espera longa, é melhor se consultar sobre o mesmo tópico depois de 2, 3 ou até 6 meses;
Escolha o tarólogo que mais tem afinidade, pois, se você tiver dúvidas, permitirá que ele o ajude, não bloqueando a leitura com suas desconfianças;
Não pense sobre outros assuntos enquanto consulta, pois o jogo pode ficar truncado. Por exemplo, se você pergunta sobre o relacionamento, não fique pensando no seu trabalho ou no seu chefe.
Vanessa Mazza